sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Seleção feminina é goleada pela China na segunda rodada do goalball
.31/08/2012 13h30 - Atualizado em 31/08/2012 13h30
Brasil é arrasado pela equipe chinesa e é derrotado por 8 a 0
Por GLOBOESPORTE.COM
Londres, Inglaterra
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Entenda os critérios de classificação funcional nas ParalimpíadasConheça as modalidades disputadas nas ParalimpíadasA sexta-feira não foi boa para o goalball brasileiro nas Paralimpíadas de Londres. Depois da derrota da seleção masculina para a Suécia, a equipe feminina também foi derrotada e de forma arrasadora. Contra a atual vice-campeã paralímpica, as brasileiras não tiveram qualquer chance e foram goleadas por 8 a 0 (6 a 0 no primeiro tempo).
O grande nome da partida foi Shasha Wang, autora de cinco dos oito gols chineses. Fengqing Chen, Shan Lin e Zhen Ju completaram o placar.
O Brasil volta a jogar neste domingo, às 5h (de Brasília), contra a anfitriã Grã-Bretanha, que perdeu de 7 a 1 da China e empatou com a Finlândia por 1 a 1. A China lidera o Grupo C, com duas vitórias e 14 gols de saldo.
quarta-feira, 29 de agosto de 2012
Conheça os atletas capixabas que estão nas Paralimpíadas de Londres
29/08/2012 15h11 - Atualizado em 29/08/2012 16h01
Recordista mundial dos 400m na classe T11, Daniel Mendes correrá também nos 200m e 100m. No Golbol, Neusimar Santos estreia na quinta
Daniel tem 33 anos, é da ACPD, de Vitória, e é recordista mundial nos 400m na classe T11, prova que disputa apenas na quinta-feira da semana que vem, dia 06 de setembro (confira, mais abaixo, a programação completa dos capixabas nas Paralimpíadas). Aliás, ele só estreia em Londres 2012 na próxima segunda-feira, na prova dos 200m/T11. Daniel também disputa as provas de 100m/T11 e integra o revezamento brasileiro dos 4 x 100m T11 e T13.
- Dessa vez me deram uma mordomia, porque a gente está muito bem. Estou com dois guias e o trabalho dos guias é muito importante. Se a gente vai com um guia só, é muito trabalho, muita prova. Se por acaso algum não puder correr, tem o outro para correr com a gente - revela Daniel.
Já Neusimar tem 31 anos e joga pelo CEIBC, do Rio de Janeiro. No golbol, as atletas tentam marcar os gols rolando a bola com as mãos. Dentro da bola há um chocalho para que as jogadoras possam se orientar pelo som, já que não podem enxergar.
- Estou me sentindo muito orgulhosa. Estou colhendo os frutos por tudo que treinei. Sempre fui muito dedicada, nunca fui de faltar aos treinos e estou colhendo esses frutos hoje - comenta Neusimar, que já entra em quadra nessa quinta-feira, a partir das 15h45 (de Brasília-DF).
Neusimar Santos estreia com a seleção brasileira nesta quinta-feira (Foto: Reprodução/TV Gazeta)CONFIRA A AGENDA DOS CAPIXABAS EM LONDRES:
NEUSIMAR SANTOS (Golbol)
Primeira fase / Grupo C:
Dinamarca x Brasil - 30 de agosto (quinta-feira) - 15h45 (sempre de Brasília-DF)
Brasil x China - 31 de agosto (sexta-feira) - 12h15
Grã-Bretanha x Brasil - 02 de setembro (domingo) - 05h00
Brasil x Finlândia - 03 de setembro (segunda-feira) - 11h00
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Futebol para cegos
O futebol é o esporte mais popular do planeta. Seu caráter igualitário permitiu que ele se expandisse pelo mundo todo, de modo que hoje em dia a FIFA possui mais membros afiliados do que a própria ONU. E é natural que por ser avassalador e apaixonante atinja também as pessoas que por definição e preconceito sempre estiveram alijadas do jogo: os deficientes. Desde cedo eles foram à procura de um modo que lhes permitisse praticar o futebol.
O futebol de cegos é baseado no futebol de salão ou futsal. São quatro jogadores na linha e um goleiro. No entanto, para que os deficientes visuais pudessem praticar o esporte com emoção, desenvoltura e segurança, muitas adaptações foram sendo desenvolvidas e implementadas com o passar dos anos. Assim surgiu a modalidade que hoje conhecemos como futebol de 5 (ou, em inglês, o five-a-side football). Praticado em mais de trinta países nos cinco continentes, o futebol para cegos teve sua estréia nas Paraolimpíadas em Atenas (2004), o que fez com que o esporte e seus atletas fossem pela primeira vez reconhecidos em seus países. A vitória do Brasil (a primeira medalha de ouro que o nosso futebol ganhou em Olimpíadas), reafirmou o papel do nosso país como potência também no futebol adaptado. Atualmente, são mais de cinqüenta equipes representando a quase totalidade dos estados da federação.
Embora não haja uma história oficial, acredita-se que a prática do futebol entre pessoas portadoras de deficiência visual tenha começado na década de 20, nos pátios das instituições especializadas. No entanto, os praticantes enfrentavam grandes dificuldades, pois as adaptações que hoje em dia conhecemos ainda não haviam sido concebidas. Apesar deste começo arcaico, o esporte demonstrou ser bastante atrativo para os cegos, em virtude principalmente de o fenômeno futebol ser algo bastante enraizado na cultura de muitos países. No início, o futebol adaptado era um grande desafio para aqueles que o praticavam. Sem o material especializado que se encontra hoje em dia, improviso era a palavra de ordem. Não importava o tamanho da bola ou o material de que era produzida, já que para esses pioneiros o importante era conseguir uma maneira de escutá-la, marcar gols e se divertir.O futebol para cegos cresceu condicionado a pouca importância que os institutos especializados destinavam ao esporte. Havia ainda o problema de o jogo ser praticado em grandes espaços abertos. Assim, o jogo se diluía em virtude da dificuldade de orientação dos atletas. Desse modo, ficou claro que sem algumas mudanças o ritmo da partida seria quebrado.
Por causa desses obstáculos – e tendo ainda em vista a preocupação com a segurança dos praticantes – optou-se pelo futebol de salão. O cenário do jogo passou a ser uma quadra que, com as devidas adaptações, trouxe mais dinamismo ao esporte, em virtude de suas dimensões reduzidas. A bola também passou por uma série de evoluções. No início, era comum que os deficientes visuais utilizassem garrafas plásticas com pedrinhas dentro, até que se percebeu que uma bola comum envolta em um saco plástico fazia barulho em seu deslocamento e permitia uma maior mobilidade dos jogadores. No entanto, esta técnica esbarrava na falta de durabilidade das sacolas.Foram feitas tentativas mais ousadas, como prender os guizos fora da bola, o quê naturalmente não deu muito certo. A bola que hoje em dia é utilizada (e que é produzida no Brasil) foi concebida na década de 80 e ainda está em processo de evolução. Em 1986, na Espanha – um dos países em que os direitos dos deficientes são mais respeitados – realizou-se o primeiro campeonato entre clubes. Levou quase uma década para que se estabelecessem competições entre seleções. Atualmente, mais de 30 países aderiram ao five a-side football, sendo que na maioria deles existem campeonatos regulares entre clubes.
Desde 1997 são realizados periodicamente Campeonatos Mundiais da Modalidade. Em 2004, o futebol para cegos estreou nas Paraolimpíadas. No Brasil, a CBDV – Confederação Brasileira de Desportos para pessoas com deficiência visual – é responsável pela organização e realização dos torneios entre clubes. Por ano, disputam-se pelo menos duas competições de caráter oficial: os Campeonatos Regionais e os Brasileiros, da primeira e segunda divisões.
Principais Adaptações:
O futebol de 5 é praticado em quadra e com regras do futebol de salão. A única modificação espacial necessária é o que se chama de banda lateral, um conjunto de compensados de madeira de um metro e meio de altura que percorre toda a lateral da quadra. Dessa maneira, a bola só sai de jogo na linha de fundo, o quê dá ao esporte um dinamismo muito maior. Os goleiros enxergam normalmente (videntes). Mas, para evitar que influam demasiadamente na dinâmica da partida, eles têm sua área de atuação restrita a uma pequena zona retangular de 2 por5 metros, próxima ao gol. Além disso, um guia (chamador), posicionado atrás do gol adversário, orienta os jogadores de ataque de sua equipe. Vale ressaltar que os atletas que praticam esta modalidade, a exceção do goleiro e do chamador, são completamente cegos, inseridos na categoria B1(Blind One, isto é, que possuem grau de visão muito próximo ou igual a 0%). Para evitar que haja disparidade entre os atletas provocada por possíveis resíduos visuais, a regra os obriga a utilizarem o Tampão Oftalmológico, recoberto por uma venda.
No entanto, o elemento mais curioso que envolve o esporte é a bola, especialmente produzida para o futebol de cegos. Ela tem a superfície recoberta por gomos dentro dos quais são acondicionados e costurados guizos de ferro. Quando a bola está em movimento, esses guizos balançam no seu interior e o som produzido orienta os atletas. Todas essas adaptações visam aproximar o futebol praticado pelos cegos daquele que é mundialmente conhecido. Com regulamento polido e elaborado, o five a-side football não é um esporte perigoso, ao contrário do que muitas pessoas imaginam. Esta é uma ideia que se dissipa rapidamente quando se presencia uma partida disputada com supervisão e estrutura adequadas. Existem choques, mas não mais que em uma partida de futebol entre videntes. A de se levar em conta que são oito jogadores completamente cegos disputando a posse de uma única bola, de modo que o contato com o rival, além de inevitável, faz parte da própria dinâmica do jogo.
Regras:
Baixe aqui as regras do Futsal para Cegos!
Futebol para Cegos na Urece:
Na Urece, os responsáveis pelo futebol de cinco são Gabriel Mayr e Fausto Penello. Gabriel trabalha com deficientes visuais há mais de dez anos. Ele é Bacharelem Educação Física pela UFRJ, Técnico em Orientação e Mobilidade formado pelo Instituto Benjamin Constant. Teve uma passagem pela seleção inglesa da modalidade, no período de um ano em que trabalhou no Royal National College for the Blind, o maior e melhor colégio para cegos do Reino Unido. Em 2008, formou–se mestre pela Universidade Católica de Leuven (Bélgica), especializando-se em desporto adaptado. Trabalhou na implementação do futebol para cegos na República Tcheca e Alemanha, além de ser um dos grandes entusiastas do futebol para mulheres cegas do mundo.
Fausto Penello é Bacharelem Educação Físicapela UFRJ e trabalhou por quatro anos com as equipes do Instituto Benjamin Constant, dando aula também para a equipe infantil. TEve várias passagens pela seleção brasileira da modalidade, incluindo diversos períodos de treinamento visando as Paraolimpíadas de Beigin, nas quais o Brasil sagrou-se campeão.
Tendo em seu presidente Anderson Dias, o atleta campeão paraolímpico no futebol de 5 em Atenas 2004, o caminho natural da Urece era criar uma equipe de futebol. Os Tigres de Bengala estrearam em competições oficiais em fevereiro de 2008, na Série B da Copa Brasil, disputada no Rio de Janeiro. Apesar dos desfalques (dentre os quais, o de Anderson foi o mais sentido), os meninos da Urece conquistaram o vice-campeonato, suficiente para classificar a equipe para a primeira divisão do Campeonato Brasileiro. O artilheiro da equipe na competição foi o centroavante Abel Ricardo.
No Campeonato Brasileiro daquele ano, a equipe sofreu muito com lesões e terminou a disputa em oitavo lugar (de doze competidores). Um ano depois, o time conseguiu o sétimo lugar, nem competição que aconteceuem Ilha Solteira(SP). Em2010 anovidade foi o argentino Lucas Rodríguez, trazido para disputar a competição pela equipe da Urece. No entanto, a equipe não resistiu à primeira fase e disputou o quadrangular contra o rebaixamento, terminando a competição na décima posição (de doze competidores), garantindo a permanência na elite do futebol para cegos.
Em 2011, com dois reforços estrangeiros (os paraguaios Ricardo Villamayor e Hugo Lezcanos), a equipe superou a primeira fase, mas parou nas quartas de finais, sendo eliminada nos pênaltis e terminando a disputa com a sexta posição.
terça-feira, 14 de agosto de 2012
Cientistas criam aparelho que pode ajudar cegos a voltar a enxergar
Pesquisadores da Universidade de Medicina Weill Cornell, em Nova York, criaram um aparelho com uma espécie de câmera, que foi instalada diante do olho de um rato cego, que voltou a ver. Eles também decifraram os códigos da retina de macacos
Atletismo para cegos
enifer Martins representará Jaboatão nas Paraolimpíadas de Londres
Atleta foi convocada pelo Comitê Paraolímpico Brasileiro para a disputa da competição
Divulgação
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Jaboatão
dos Guararapes terá representante nos Jogos Paraolímpicos de Londres,
que será realizado entre os dias 29 de Agosto a 9 de Setembro, na
capital inglesa. É que o Comitê Paraolímpico Brasileiro (CPB) convocou,
na última quarta-feira (20/06) a paraatleta Jenifer Martins dos Santos,
22 anos para a disputa da competição. A esportista integra a Associação
de Apoio à Pessoa Portadora de Deficiência (AAPPD), de Jaboatão e, pela
segunda vez, participará do evento esportivo. Em 2008, a atleta
conquistou a quarta colocação na final dos 100m livres, nos jogos de
Pequim.
“Ela
é um exemplo de esportista para todos os jaboatanenses. Desde criança, a
atleta venceu barreiras, passando por dificuldades ocasionadas por
problema de saúde. Superando os obstáculos, Jenifer serve de motivação
para todas as pessoas que possuem a pretenção de se profissionalizar nos
esportes, seja em que área for”, destacou o secretário executivo de
Esportes do município, Marcus Sanchez.
Experiente
em grandes competições, Jenifer não escondeu a ansiedade antes da
convocação. “Cada competição possui uma história, um momento diferente.
Quando vi meu nome na lista, não me contive de alegria. O sentimento é
de felicidade em saber que o meu trabalho está sendo reconhecido. Agora,
com muito esforço, espero representar bem o meu país e conseguir
medalhas”, destacou a esportista.
SUPERAÇÃO
Nascida
de um parto complicado, a ausência de oxigenação durante o nascimento
da garota causou uma paralisia cerebral permanente. Apesar de todas as
dificuldades, Jenifer recebeu durante a infância incentivo dos
familiares a praticar atividades esportivas, optando pelo atletismo.
Atualmente, a atleta compete pela equipe jaboatanense da AAPPD/Projeto
Atletismo Campeão, sendo a atual campeã e recordista do
parapanamericano, na modalidade 100m e 200m.
quarta-feira, 4 de julho de 2012
ACESSIBILIDADE ATITUDINAL: QUANDO SOMOS ACESSÍVEIS?
Acessibilidade Atitudinal, nada mais é que a atitude pessoal de cada
indivíduo. Aparentemente é algo simples, mas como veremos no texto
abaixo, ela vai além do discursso, e por isso mesmo faz a diferença
entre estarmos na sociedade como cidadãos que sonos, ou à margem dela,
como cidadãos sem cidadania.
Como abordar um deficiente visual? É uma pergunta provocativa, mas essa é a intenção: “PROVOCAR”.
Se estiver em uma sala, onde também esteja presente um deficiente
visual e precisar passar um recado, uma informação ou aviso pra ele,
como você o faz?
A pergunta pode parecer estranha, mas tenho certeza que você parou para
pensar antes de responder, digo isso por ter feito a mesma pergunta a
muitas pessoas e todas, sem exceção, pararam para pensar no assunto.
Imaginemos uma situação comum...
O ambiente: nada mais comum que uma parada de ônibus, onde pessoas vêm e
vão, vindas de todos os lugares e indo em direção à toda cidade e
pelas mais diversas razões.
Lá está você, esperando por seu ônibus e eis que chega aquela figura com uma bengala na mão e se posta junto às outras pessoas.
O que você faz? Provavelmente se põe a observá-la, não é mesmo? O seu
ônibus não chega e por isso, percebe que dois ônibus passam, e nenhum
deles serve para aquela pessoa.
Como soube disso? Simples: a pessoa fez sinal para os ônibus, que
pararam e abriram a porta, neste momento, você ouve o deficiente fazer
uma pergunta para dentro do ônibus.
Você não ouviu a resposta, pois continua a uma certa distância do
deficiente, a mesma em que estava quando ele chegou, mas pôde ouví-lo
perfeitamente agradecendo e pôde vê-lo voltar o corpo à posição
anterior.
Pensa com seus botões por quê o indivíduo fez aquele movimento de corpo
e chega à conclusão de que o fez para poder ouvir a resposta à sua
pergunta.
Bem, o que você tem de concreto até agora? Uma parada de ônibus, onde
pessoas esperam por aquele que os levará ao seu destino, mas, entre
elas está um deficiente visual.
Estranho? Incomum? Talvez nem tanto. O estranho e incomum é a situação
em si, pois aquele indivíduo não enxerga e portanto não tem como saber
se o veículo que se aproxima é um ônibus, e se for, não tem como saber
se aquele é o ônibus que precisa pegar.
Volto a perguntar: o que você faz nessa situação: segue seu caminho ou se aproxima? Qual é a sua ATITUDE?
Lembra da pergunta do título deste texto: quando é que somos
acessíveis? Se para a pergunta você respondeu: me aproximo do indivíduo
com o propósito de auxiliá-lo, você teve ATITUDE.
A isso, nós damos o nome de ACESSIBILIDADE ATITUDINAL, ou seja, ATITUDE PESSOAL, que se traduz também como solidariedade.
Essa Acessibilidade, vai além do contato eventual em que acabei de
descrever, ela pode estar presente em todos os ambientes: no trabalho e
em ambientes públicos, como uma parada de ônibus, um bar, uma sala de
espetáculos, um restaurante, etc.
Não bastasse isso ser uma questão de educação, solidariedade, ser humano e fraterno, é também uma questão de direito, pois a Lei de Acessibilidade, garante a todos que têm necessidades especiais, um tratamento digno e respeitoso.
Quando em um ambiente público a acessibilidade arquitetônica não
corresponde ao que a lei determina e não por uma questão de cumprimento
de lei, mas para garantir aquele que precisa, ter assegurada a sua
dignidade e segurança, esse ambiente precisa suprir essa lacuna com a
ACESSIBILIDADE ATITUDINAL.
Reforço porém, minha opinião pessoal de que essa Acessibilidade é,
antes de mais nada, uma questão de educação e respeito por outro ser
humano, independente dele ter ou não uma necessidade especial.
domingo, 1 de julho de 2012
Serviços de apoio para cegos e deficientes visuais
Degeneração macular associada à idade, catarata, retinopatia diabética e glaucoma são algumas das enfermidades que afetam a visão. Em alguns casos, a perda de visão decorrente dessas enfermidades é irreversível.
Os Lions Clubes apoiam os portadores de deficiência visual de várias maneiras, incluindo:
•Serviços educacionais
•Prêmio "Lions-in-Touch"
•Bolsas de estudo
•Serviços profissionalizantes
•Serviços recreativos
•Recursos para cegos e deficientes visuais
•Acessibilidade
•Associações
•Grupos de apoio
•Pesquisa médica
Serviços educacionais
Desde 2003, a Escola Hadley para Cegos e o Lions Clubs International vêm trabalhando em parceria. O papel do Lions é encaminhar as pessoas que podem se beneficiar com o ensino à distância da Hadley para se inscreverem nos cursos gratuitos que a escola oferece. A Hadley é um centro educacional reconhecido internacionalmente, que atende mais de 10.000 alunos em 100 países. Ela oferece ensino à distância gratuito para:
•pessoas portadoras de deficiência visual, de 14 anos ou mais;
•parentes de crianças cegas e deficientes visuais;
•familiares de pessoas cegas ou deficientes visuais.
Os alunos da Hadley podem acessar a biblioteca Hadley-Bookshare, que coloca mais de 39.000 livros eletrônicos e 150 jornais diários ao alcance dos dedos (e ouvidos) dos cegos, onde quer que eles estejam. Os alunos da Hadley nos EUA podem se inscrever gratuitamente na Hadley-Bookshare; os de outros países recebem desconto para se inscrever.
Nos EUA, a Hadley oferece um Programa de Ensino Secundário que permite ao aluno:
•transferir créditos de uma escola de ensino secundário para uma escola local;
•obter o certificado de conclusão do ensino secundário;
•fazer cursos específicos sobre deficiência visual;
•fazer cursos em mídias acessíveis;
•descobrir as alegrias do aprendizado contínuo.
Prêmio "Lions-in-Touch"
Os Leões que recomendarem um aluno para se inscrever nos cursos da Hadley podem receber um distintivo do prêmio "Lions-in-Touch" do presidente da Escola Hadley. Para obter mais informações, entre em contato conosco.
Bolsas de estudo
Com frequência, organizações relacionadas à cegueira oferecem bolsas de estudos para estudantes com deficiência visual. Quando solicitados, os Lions Clubes comunitários também oferecem bolsas de estudo para estudantes locais portadores dessa deficiência. Para localizar as informações de contato de um Clube, visite a seção "Localizar um clube" neste site, ou pesquise na Web. A maioria dos Clubes têm o nome da comunidade que atendem.
Serviços profissionalizantes
O Lions pode ajudar na aquisição de computadores que auxiliam pessoas com deficiência visual. Conhecimentos em informática podem ajudar os portadores de deficiência visual oferecendo oportunidades de emprego.
Serviços recreativos
•O Lions pode oferecer assistência para aparelhos adaptados que habilitam os portadores de deficiência visual a participarem de várias atividades, incluindo: beisebol, boliche, basquete, surfe, patinação no gelo, golfe, ciclismo, caminhadas e atletismo. Em outros casos, como natação, a orientação adequada pode ajudar um portador de deficiência visual a apreciar o esporte.
•Os Lions Clubes patrocinam programas de acampamentos recreativos personalizados para atender às necessidades especiais de crianças e adultos cegos ou deficientes visuais.
Recursos para cegos e deficientes visuais
•Para aumentar a mobilidade independente, muitos cegos e deficientes visuais utilizam uma bengala branca. Escolas para cegos oferecem treinamento para a utilização de bengalas brancas. Os Lions Clubes podem dar apoio doando fundos para centros de reabilitação de cegos onde os professores ensinam habilidades de orientação e mobilidade. O Lions também pode oferecer assistência individual para custos de viagens e outras atividades relacionadas à participação em um programa de treinamento.
•Cães-guia são outra opção para melhorar a mobilidade. O Lions geralmente oferece auxílio financeiro e de voluntários para muitas escolas de treinamento de cães-guia e cães de serviço. O Lions Clubs International não patrocina nenhuma instituição privada de adestramento de cães-alerta. As informações sobre instituições de cães-alerta são reunidas e compartilhadas com os Leões e com o público em geral.
•Mediante solicitação, os Lions Clubes podem ajudar com a aquisição de dispositivos que auxiliam nas atividades cotidianas de pessoas com deficiências visuais. Entre os muitos produtos oferecidos pelos fabricantes estão: ampliadores, relógios de pulso com visor grande, relógios falantes, bolas esportivas com bipe, livros em braile, kits de costura, aparelhos domésticos e outros.
•Os Leões também podem ajudar na aquisição de aparelhos de auxílio em braille para uso com computadores e outras tecnologias relacionadas. Veja mais informações sobre braille e uma lista de cursos de braille disponíveis na Hadley.
Acessibilidade
Em cooperação com autoridades locais, os Lions Clubes frequentemente ajudam a melhorar acessos públicos para deficientes visuais. Isso inclui: calçadas bem niveladas, calçadas com rampas de acesso para cadeiras de roda, sinais de trânsito com avisos sonoros (bipes) para pedestres, trilhas de caminhada marcadas em braile. O Lions também participa da criação de serviços de transporte em comunidades que não contam com transporte acessível.
Associações
Governos, organizações beneficentes e grupos religiosos estão entre as entidades que defendem os deficientes visuais. Os Lions Clubes sempre fazem doações, em dinheiro e tempo de trabalho voluntário, para associações dedicadas aos deficientes visuais. Os serviços oferecidos são: orientação, treinamento, programas e equipamentos para pessoas com visão subnormal, serviços médicos, recreação e reabilitação.
Grupos de apoio
Hospitais, clínicas, instituições de saúde mental e centros de idosos geralmente organizam grupos de autoajuda para portadores de deficiências visuais ou seus familiares. Os Leões oferecem voluntariamente seu tempo para ajudar a organizar e dar apoio contínuo aos grupos de autoajuda.
Pesquisa médica
Diversos Lions Clubes financiam pesquisas médicas feitas em universidades, hospitais e instituições privadas locais. Alguns Lions Clubes ou distritos oferecem apoio contínuo para pesquisas médicas, por meio do patrocínio de bolsas de estudos para pesquisas na área de oftalmologia.
Para obter mais informações entre em contato programs@lionsclubs.org
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